terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Bom dia, necessário - somente o necessário


Bom dia, quarto. Bom dia ao que está a minha volta. Quando acordo tenho essa mania de dar bom dia às coisas e agradecer. Agir assim me faz perceber o que me cerca e me faz sentir feliz. Os detalhes, sabe? E quando digo detalhes, é detalhes mesmo. Sou uma pessoa muito simples, e quem me conhece sabe disso. Aderi à lei do necessário, somente o necessário, e isso me tornou uma pessoa mais completa.



Resolvi ser assim quando notei que o excesso não me trazia felicidade, e sim bagunça e muita coisa para arrumar. Evito armários, pois quanto mais espaço tenho, sinto que posso ocupá-lo mais. Sem contar que portas fechadas são sinônimo de deixa eu jogar tudo aqui e depois eu arrumo, ninguém vai ver. Contudo, eu estou vendo; estou imaginando aquele bolo de bagunça que terei de arrumar quando chegar em casa.


Assim, estou me tornando uma pessoa cada vez mais minimalista, e isso tem me trazido paz e simplicidade. É claro que ainda tenho minhas bagunças, é só olhar para o jeito que minhas roupas estão na arara e a falta delas nos cabides, o que significa que ainda não lavei minhas roupas rs.

Ainda tenho umas peças bem coloridas, mas isso é um resquício do passado. Hoje em dia prezo comprar roupas coringas, cores básicas que facilitem o dia-a-dia, e isso também vale para sapatos. Pode apostar, uma peça de cada cor e muitos tipos de estampa são o epítome da falta de combinação, estresse e atrasos em eventos.




Quando eu conto para meus amigos o meu nível de desapego com bens materiais, sempre vejo duas reações: fascinação e interesse, pois querem alcançar isso também; ou uma certa resistência, pois gostam de seus bens e querem permanecer assim.

Se você entrasse no meu quarto, veria que não tenho uma estante de livros. O único livro que tenho está no criado-mudo, pois é o que estou lendo. Gosto de comprar livros novos e usados, mas logo que termino a leitura, repasso para meus amigos, pois não quero acumular livros que não lerei novamente. Acredito que o conteúdo desses livros já está comigo, e se estivessem na estante serviriam apenas para acumular pó, enquanto que poderiam estar sendo lidos por outras pessoas e sendo melhor aproveitados.


Gosto de pensar que o necessário caberia dentro da minha mala, e somente necessário seria se eu precisasse levar nela. Como estou me encaminhando para uma vida nômade (novidades virão), não posso carregar todos os pertences que gostaria comigo, então me pergunto: se eu apenas pudesse carregar minha mala, o que eu levaria nela? Com certeza não haveria espaço para a estante de livros que já li, nem para souvenires, álbuns de fotos (graças ao universo acesso minhas fotos na internet); não haveria espaço para roupas e cosméticos que não uso mais e muito menos para aquela coleção de canetas coloridas que tanto amo. Caminhando rumo à simplicidade, encontro espaço para o que realmente importa.

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